A escritora britânica SUE TOWNSEND, autora do personagem Adrian Mole, faleceu na semana passada, com 68 anos.
Com 15 abandonou os estudos. Com 18 anos casou-se. Com 23 anos era mãe de três filhos, estava divorciada e tinha três trabalhos em part-time ("One for each child!", disse uma vez), e vivia com inúmeras dificuldade numa casa de renda subsidiada, mas escrevia secretamente.
Um dia revelou a sua paixão ao seu segundo marido, Colin, e ele incentivou-a a fazer um curso de escrita, mas o sucesso profissional e financeiro chegou apenas por volta dos 35 anos com o diário de um adolescente chamado Adrian Mole, que era, também, um retrato de um país na década de 80 no século 20, governado pela mulher que ficou na História como a Dama de Ferro, Margaret Thatcher.
"O Diário Secreto de Adrian Mole aos 13 Anos e 3/4" foi, inicialmente, uma obra de teatro radiofónico, mas o sucesso foi tanto que que a BBC transformou a obra numa série televisiva.
Adrian Mole cresceu com os anos e com os livros: "Adrian Mole e as Armas de Destruição Massiva", 'influenciado pela participação do Reino Unido na Guerra do Iraque, e "Adrian Mole: Os Anos da Próstata" - o último da série.
SUE TOWNSEND escreveu também "A Rainha e Eu", sobre a queda da monarquia no Reino Unido e a mudança da Família Real para um bairro social e uma casa camarária; "Número Dez", uma sátira ao então Primeiro-Ministro Tony Blair; e "Rainha Camila", sobre (finalmente) a abdicação de Elizabeth e a ascensão de Carlos - e Camila - ao Trono de Inglaterra.
Em 2001 ficou cega por causa da diabetes, e os seus três últimos livros foram 'escritos' ditados a Sean, o seu filho mais velho. Em 2007, entrou em falência renal e durante dois anos fez hemodíalise. Em 2009 fez um transplante com um rim doado pelo seu filho mais velho, Sean. Ultimamente deslocava-se em cadeira de rodas, por causa da artite degenerativa. Em 2012 sofreu uma apoplexia e a possível publicação de mais um livro sobre Adrian Mole foi adiada...














